Boas Novas Paulistanas

Interessante quando um amigo gringo te manda alguma notícia do país onde você vive! A notícia é do ônibus a hidrogênio (post publicado aqui como o primeiro ônibus a hidrogênio da America Latina). Artigo da IPS in English – bom para treinar e saber o que os gringos ficam sabendo daqui!!

Take the Squeaky Clean Hydro Bus By Fabiana Frayssinet SAO PAULO – The government of the state of Sao Paulo in southern Brazil has launched the first hydrogen-fuelled bus in Latin America – the first step towards environmentally sustainable public transport of the future. MORE >>

E duas notícias publicadas na Folha de São Paulo – chegando aqui através do Movimento Nossa São Paulo.

“Prefeitura inicia construção de ciclovias” – Folha de São Paulo
Três regiões da periferia de São Paulo, no extremo das zonas leste, norte e sul, foram escolhidas para estrear a implantação de novas ciclovias, promessa do plano de metas de Gilberto Kassab (DEM).

“Um plano de educação para a cidade de SP ” – Folha de S.Paulo

Nos próximos dias 15 e 16 de agosto, será lançado oficialmente o Plano de Educação da Cidade de São Paulo, durante a Conferência Municipal de Educação. Entre suas definições, reunidas em um documento-base, estão previstas várias etapas de mobilização com a participação de educadores na discussão de diretrizes de médio e longo prazo para a educação da cidade.

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Fonte: Movimento Nossa São Paulo, Folha de São Paulo e IPS

Bairros escolhidos na primeira fase terão 45 km de pista exclusiva para bicicletas; zona oeste e centro receberão ciclofaixas de lazer

O custo total das obras será de R$ 21,7 milhões; áreas registram o maior número de viagens de bicicleta na cidade, segundo o governo

ALENCAR IZIDORO
DA REPORTAGEM LOCAL

Três regiões da periferia de São Paulo, no extremo das zonas leste, norte e sul, foram escolhidas para estrear a implantação de novas ciclovias, promessa do plano de metas de Gilberto Kassab (DEM). O centro expandido ficou de fora, pelo menos nessa etapa.

A construção dos primeiros 45 km de novas pistas para bicicletas -com a alegada finalidade de aumentar esse tipo de deslocamento no dia-a-dia do paulistano, e não só para lazer- deverá começar em até dois meses para ser entregue no segundo semestre de 2010.

Os bairros escolhidos foram Jardim Helena (leste), Jardim Brasil (norte) e Grajaú/Cocaia (sul), sob a justificativa de que eles já têm hoje a maior quantidade de viagens por bicicletas.

Áreas do centro expandido, que concentram vias mais congestionadas, não vão receber novas ciclovias nessa fase. Mas essa área nobre ganhará uma faixa de lazer para as bicicletas nas manhãs de domingo, a partir do dia 30 deste mês, num percurso de 5 km entre os parques do Povo e do Ibirapuera.

A Folha teve acesso à primeira fase do plano de ciclovias de Kassab, que é confirmado pelo secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes.

O projeto estima um custo de R$ 21,7 milhões para a implantação dos 45 km de pistas para as bicicletas, sendo 20 km de ciclovias (quando há separação física) e 25 km de ciclofaixas (quando a pista será criada numa faixa da via já existente, mas com sinalização especial).

Em alguns casos, elas serão implantadas no canteiro central. Em outros, na faixa da direita, com a retirada do espaço de estacionamento nas vias.

Entre as avenidas que vão receber as pistas para bicicletas nessa etapa estão: 1) Pires do Rio e Marechal Tito (zona leste); 2) Dr. Antonio Maria de Laet, próximo ao metrô Tucuruvi (zona norte); e 3) Teotônio Vilela e Belmira Marin, perto das estações da CPTM de Interlagos e do Grajaú (zona sul).

Hoje a capital tem menos de 20 km de ciclovias fora de parques -parte em situação precária. O plano de metas de Kassab prevê a criação de 100 km de vias para bicicletas até 2012.

“Na periferia, faltam opções de transporte e de lazer. Essas pessoas são as primeiras a precisar da bicicleta, que é econômica e ágil. Mas as ciclovias também são possíveis e necessárias no centro. A topografia da cidade não é mais um problema, diante de bicicletas com tantas marchas”, avalia Marcos Mazzaron, dirigente da Federação Paulista de Ciclismo.

Os estudos compilados pela CET mostram que há 160 mil viagens de bicicletas por dia na capital -número que deverá subir para mais de 300 mil.

Trânsito
A Folha apurou houve resistência de técnicos da CET em aceitar a proposta de ciclovias por temerem pela segurança viária. As bicicletas respondem por 0,6% dos deslocamentos em São Paulo -mas, em 2008, os ciclistas somaram 6% das mortes no trânsito (85 casos).

Os defensores da construção de mais pistas exclusivas avaliam que um dos motivos dessa quantidade de vítimas é a falta de infraestrutura para bicicletas -e que a implantação de ciclovias irá atenuar os riscos.

Mas há quem tema um incentivo a esses deslocamentos inclusive em vias onde não há separação do tráfego. A mesma ressalva foi feita por conta da implantação de bicicletários e do empréstimo de bicicletas pelo Metrô e pela CPTM (que existe hoje em 29 estações).

Leia também: “Faixa para bicicletas vai ligar parque do Povo ao Ibirapuera” – Jornal Folha de São Paulo

Copyright Empresa Folha da Manhã S/A.

MARIA ALICE SETUBAL

Nosso objetivo central é o de mobilizar os diversos setores para a discussão dos problemas e caminhos para melhorar a educação

NOS PRÓXIMOS dias 15 e 16 de agosto, será lançado oficialmente o Plano de Educação da Cidade de São Paulo, durante a Conferência Municipal de Educação.

Entre suas definições, reunidas em um documento-base, estão previstas várias etapas de mobilização com a participação de educadores na discussão de diretrizes de médio e longo prazo para a educação da cidade.

Sem dúvida, trata-se de um processo inovador, que busca envolver os diversos setores da sociedade em torno do compromisso de alcançar uma educação de qualidade para todos.
Os planos municipais e estaduais de educação são documentos orientadores de políticas de educação, que fixam metas decenais para a melhoria da qualidade e do acesso ao direito à educação.

Desde 2001, com a promulgação do Plano Nacional de Educação, os municípios e Estados brasileiros têm como tarefa elaborar seus planos de educação. A construção de planos de educação também está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei 9.394/96) e na Constituição Estadual de São Paulo. Apesar disso, até hoje a cidade de São Paulo não conta com um plano.

Há muitos anos, a construção desse plano é também uma reivindicação de vários fóruns de educação e movimentos sociais que atuam na cidade. A elaboração participativa pode se constituir num processo de influência da sociedade civil da cidade na definição de políticas educacionais.
O documento resultante do processo deve orientar o planejamento das políticas de educação a médio e longo prazo. Planejamento não só da rede municipal mas também do conjunto das redes estadual e federal e das escolas vinculadas à iniciativa privada.

Outro fator fundamental nesse processo é a continuidade. Por ser um plano decenal com força de lei, ele contribui para o enfrentamento da perversa descontinuidade das políticas e possibilita ainda a articulação de questões significativas do cotidiano das escolas e comunidades com a definição de metas e estratégias de políticas públicas.

A propósito, essa conquista nasceu de reivindicações coletivas, pois, desde 1999, em resposta à pressão de fóruns, organizações e sindicatos ligados à educação, várias iniciativas de gestores(as) e vereadores(as) tentaram impulsionar o processo de construção do plano na cidade de São Paulo -sem, no entanto, obter sucesso.

Em 2007, o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, manifestou ao Grupo de Trabalho de Educação do Movimento Nossa São Paulo o interesse em articular um processo de construção participativa do plano municipal para 2008, como reivindicado pelo movimento e por outras entidades da sociedade civil.

Em março e abril de 2008, o grupo de trabalho organizou duas reuniões com os sindicatos de educação da cidade e uma reunião pública para elaboração de uma proposta de metodologia e cronograma de construção do Plano de Educação da Cidade de São Paulo, para instaurar um processo amplo e participativo, que mobilizasse e fosse significativo para os diferentes setores da sociedade civil e que comprometesse o poder público com sua elaboração e implementação.
Nosso objetivo central é o de mobilizar as escolas, as comunidades e os diversos setores para a discussão dos problemas e caminhos para melhorar a educação na cidade.

Com o lançamento do documento-base do plano no próximo final de semana, iniciam-se as próximas etapas, com discussões nas escolas e comunidades escolares, seguidas de um processo de plenárias nos distritos, elaborado pela comissão executiva do plano, com colaboração dos fóruns de educação já existentes na cidade.

Prevê-se para maio de 2010 a discussão final do plano, durante a Conferência de Educação da Cidade de São Paulo, e posterior encaminhamento para aprovação na Câmara Municipal e Assembleia Legislativa.

Esse é, portanto, um momento de importância fundamental para a conquista de uma educação de qualidade. É o momento de a cidade de São Paulo demonstrar, por meio da participação, sua prioridade concreta nos rumos da educação de nossas crianças e jovens como uma condição necessária para alcançarmos uma sociedade mais justa e sustentável.
________________________________________
MARIA ALICE SETUBAL , 58, socióloga, mestre em ciência política pela USP e doutora em psicologia da educação pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), é presidente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) e da Fundação Tide Setubal e membro do Grupo de Trabalho de Educação do Movimento Nossa São Paulo.

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