Archive for maio 16th, 2009

16/05/2009

Teses em Responsabilidade Social

Responsabilidade Social: efeitos da atuação social na dinâmica empresarial
Fernanda Gabriela Borges
Fundação Getulio Vargas
Link: http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?id=4450

Este trabalho tem o propósito de buscar um maior entendimento sobre a influência da adoção dos conceitos e ferramentas da responsabilidade social na gestão empresarial. Para tanto foram selecionados alguns aspectos que caracterizam a gestão da responsabilidade social empresarial para que fossem verificados eventuais relacionamentos destes com algumas dimensões do desempenho organizacional. Elaborou-se uma revisão bibliográfica sobre o assunto. Constatou-se que o mesmo é bastante emergente, com uma literatura variada e ainda pouco convergente, sugerindo ser esta temática complexa, multidisciplinar e encontra-se ainda, aparentemente, em estágio embrionário. A partir dos conceitos levantados na literatura formulou-se um referencial conceitual que orientou a realização de uma pesquisa empírica envolvendo três empresas brasileiras. Os resultados da pesquisa sugerem que o relacionamento entre as variáveis estudadas é bastante dependente do contexto em que atuam as empresas. Várias análises são feitas sobre as relações entre as variáveis, lançando algumas luzes sobre um tema bastante novo e controvertido.
Dinâmica de Institucionalização de Práticas Sociais: estudo da responsabilidade social no campo das organizações bancárias
Elvira Cruvinel Ferreira Ventura
Fundação Getulio Vargas
Link: http://www.ebape.fgv.br/academico/asp/dsp_dissertacoes.asp?cd_cur=1&cl_status=D

O objetivo do trabalho é a compreensão da dinâmica de institucionalização da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) no Campo das Organizações Bancárias no Brasil. Utilizando modelo de análise social proposto por Boltanski e Chiapello (1999), resgatando as bases conceituais da abordagem institucional e utilizando a noção de interesse em Bourdieu (1996), chegamos a um modelo de análise que possibilitou-nos compreender a RSE como parte de um movimento de deslocamento do capitalismo. Defendemos a tese de que na institucionalização da RSE, as ações são justificadas em termos do bem comum, legitimando-se via provas e arranjos estruturais e, ao mesmo tempo, atendendo a interesses inerentes ao Campo. Os caminhos utilizados para a compreensão da dinâmica de institucionalização da RSE foram: (1) a análise da construção do fenômeno da RSE, que possibilitou-nos identificar fatores e eventos críticos, líderes no Brasil e provas associadas à institucionalização desta prática social; (2) a descrição do Campo das Organizações Bancárias e a identificação de elementos de sua RSE na História, passos necessários para a compreensão das justificações para inserção do Campo no movimento pela RSE; (3) a identificação de atores-chave na institucionalização da prática social no Campo, bem como a categorização de ações práticas denominadas socialmente responsáveis evidenciadas nas organizações pesquisadas, analisando-as em termos de justificações e interesses; (4) a análise da disseminação e sedimentação de arranjos estruturais ligados à RSE nas organizações do Campo, como as áreas específicas criadas para tratar da RSE, os balanços sociais e os websites organizacionais. A pesquisa de campo contemplou cerca de trinta organizações, tendo incluído análise documental e entrevistas. Verificamos que, de uma ação marginal e isolada, a RSE passa, na última década, a ser uma ação estruturada nas organizações bancárias, ao mesmo tempo em que se transforma em um valor social, capaz de contribuir para a legitimidade do Campo. Nessa linha, a pesquisa evidenciou que bancos de varejo são os que estão mais inseridos no movimento pela RSE, o que ratifica a tese do fenômeno como deslocamento do capitalismo.

Anexo disponível para download.
Arquivo 01
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