Movimentos para a PAZ

No ano de 2009, Goiania será a sede do II Festival Mundial da Paz e XI Congresso Internacional da Rede Unipaz, nos dias 04 a 07 de setembro.
Será o primeiro evento da Rede Unipaz após a Passagem do nosso amado Pierre.
Juntos seguimos o sonho de Pierre.

UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DA PAZ
Rede Internacional para uma Cultura de Paz
Rua 131, n.222. Setor Sul. Goiânia – Go
Fone: (62) 3941 5556 e 3941 5557
comunique@unipazgoias.org.br
http://www.unipazgoias.org.br

Anúncios

3 Comentários to “Movimentos para a PAZ”

  1. Obrigado pelas referências ao meu trabalho.

    Não te abatas pelo açoite,
    nem com a luta por vencer.
    Por maior que seja a noite
    vai o dia amanhecer.

    “Para mim o bom poeta,
    folheteiro cantador,
    cordelista, repentista,
    trovador, embolador,
    somente o comprometido
    que canta do povo a dor”

    Faço verso sem desdém
    voltado à posteridade,
    compreendo muito bem
    que com pouca claridade
    deve a poesia, também,
    ser a luz da humanidade.

    Medeiros Braga

  2. De minha Autoria “O Cordel da Paz, a seguir.

    Eséro que gostem.

    Medeiros Braga
    A PAZ
    (Em décimas)
    Estamos em plena guerra!…
    Várias batalhas perdidas,
    Quer na cidade ou na serra
    Ceifadas são muitas vidas.
    Tentativas incontidas
    Na esperança que apraz
    Do povo rogando a paz
    Pelo fim dessas empreitas,
    São elas, constantes, feitas
    E o crime crescendo mais.

    Morre gente a cada instante
    Que sai de casa ao trabalho
    Ou no retorno estafante
    Depois de mover seu malho.
    Morre o pobre sem agasalho
    De segurança, ao penar
    Vindo, assim, a se somar,
    Como vítima, a tantos mil,
    Ele que não conseguiu
    Voltar com vida ao seu lar.

    Morrem jovens e crianças,
    Morrem os idosos também,
    Morre o próprio segurança
    Dentro de ônibus e de trem.
    Já não se poupa ninguém.
    Até os policiais
    Que estavam como tais
    Na guarda dos seus quartéis,
    São assaltados, ao revés,
    Por ousados marginais.

    Os militares se equipam
    Com modernos armamentos,
    Com eles se capacitam
    Pra todos enfrentamentos.
    Mas, os crimes violentos,
    Tão ousados, de verdade,
    Vão crescendo em crueldade,
    Porque, de arma e instrução,
    As gangs avançam, então,
    Com bem mais velocidade.

    Há um poder paralelo
    Que desafia o legal,
    Quando quer bate o martelo,
    Sobrepõe-se ao federal.
    Até bairro comercial,
    Sem que se possa deter,
    Tem fechado ao bel-prazer…
    E da forma como traça
    Até se torna em ameaça
    Pra tomada de poder.

    Nossa paz pelo Brasil
    Está “um Deus nos acuda”,
    Bomba, granada, fuzil,
    Dos bandidos são ajuda…
    Pouco se faz, nada muda
    De melhor para ninguém,
    Se olharmos vemos bem,
    Na relação nada meiga,
    Gente que sai , mas não chega,
    Gente que vai, mas não vem.

    A razão dessa baderna
    Já deixou claro Platão
    No seu “Mito da Caverna”
    Onde as sombras da ilusão
    Que mantêm a alienação
    É a nossa ignorância…
    Sua grande tolerância
    Nos faz tão indiferentes
    Que aos crimes deprimentes
    Já não damos importância.

    E uma dessas cavernas
    Já em proliferação
    É, nessas eras modernas,
    Com força, a televisão.
    Quase todo cidadão
    Hoje no campo e cidade
    Pra sua infelicidade
    Tem esse aparelho vil
    Que destrói todo Brasil,
    Bem como, a sociedade.

    Quase todos, sem sentir
    O perigo, a esparrela,
    Sentam-se diante dela
    E só saem pra dormir.
    Ali puderam assistir
    Como banalização
    A falta de educação,
    Sobretudo, a violência
    Que bitola, com influência,
    A mente do cidadão.

    Se o programa n’outro dia
    Não traz tal barbaridade
    Deixam todos com alegria
    Pelo luxo e vaidades
    Que as personalidades
    Levam ao telespectador.
    Esse reino encantador
    Deixa todos satisfeitos
    Porque encobre os defeitos
    Que causam miséria e dor.

    Nesse reinado encantado
    Todos se sentem felizes,
    O burguês com seus deslizes
    E o pobre injustiçado;
    Cada qual agraciado
    Sem perceber ante a tela
    Que ali tudo escapela
    Pelas cenas do ridículo,
    Sonha já com o capítulo
    Que vai ser apresentado.

    Os jornais por sua vez
    Traz a sua alienação
    Favorecendo ao burguês
    Em qualquer situação.
    Com a notícia em questão
    E malícia tão atroz,
    Conseguem, fácil, veloz,
    Transformar despercebidos
    Herois reais em bandidos
    E bandidos em herois.

    Podem, bem fácil, esconder
    A corrupção do país,
    A esmola ao infeliz
    Como honra do poder.
    Confuso, sem entender
    Nada de filantropia
    Recebe com alegria
    O seu taquinho de pão
    Para o “Rei” seguir, então,
    Com a sua confraria.

    Essa caverna de ardil
    De poder sofisticado
    Vai destruindo o Brasil
    Com seu povo alienado.
    Para mudar esse estado
    Da mais vil dominação
    É vital a educação
    Com toda força, evidente,
    Para quebrar a corrente,
    Masmorra, canga, grilhão.

    Somente com a educação
    Destruindo tudo em frente
    Vai conseguir o inocente
    A sua libertação.
    Como o mito de Platão
    Com nova idéia e saber
    Pôde ele empreender
    A luta dos companheiros
    Todos já como guerreiros
    Voltados contra o poder.

    Somente com a educação
    Política nós poderemos
    Construir gigantes remos
    Pra maior navegação.
    Não existe outra opção
    Para a caminhada além,
    Está tudo escrito, e bem,
    Quem for ler vai comprovar:
    Se não se pode educar
    Não se liberta ninguém.

    Só mesmo com a educação
    Política de todo povo
    Pode se vencer o estorvo
    Que motiva sua aflição.
    Já que a conscientização
    Que precisam todos ter
    Sendo os olhos do saber
    Vai indicar com clareza
    Que a solução com certeza
    Vem de fora do poder.

    Vai ela mostrar as causas
    Da mais insana contenda;
    E o que mais nos atrasa
    É a injustiça da renda.
    Distribuí-la é a prenda,
    É nos trilhos um vagão
    A trazer mais condição
    Pra geração de emprego,
    De confiança e sossego
    Ao ter todos roupa e pão.

    Tão-somente com emprego,
    Dando ao homem a ocupação,
    Tornará todo ele meigo
    Na tarefa, em execução,
    Da família ou produção.
    No bom uso da razão,
    Só mesmo com a geração
    De emprego, renda, valor,
    Vai a paz se sobrepor
    A qualquer danosa ação.

    Também faz parte da paz,
    É urgente e é necessária,
    Que o campo passe eficaz
    Por uma reforma agrária.
    Com ela a classe operária
    No vigor da atividade
    Terá mais tranquilidade
    Na sua dupla função
    De aumentar a produção,
    De desinchar a cidade.

    Sem uma reforma agrária
    O mal vai continuar,
    Toda condição precária
    Urbana vai se agravar…
    Não se podendo evitar
    Na raiz, na sua essência,
    O aumento da violência,
    Da falta de moradia,
    Do desemprego que cria
    Toda essa consequência.

    São importantes os apelos,
    Pessoais e em mutirão,
    No uso dos mais singelos
    Instrumentos de educação
    Que combatem a agressão
    Com amor, com ousadia,
    Defendendo a ecologia
    Com firmeza e na certeza
    Que a questão da natureza
    É da nossa parceria.

    É imprescindível o que apraz
    No lar, na escola, ao vivente.
    A psicologia da paz
    Deve estar em cada mente.
    Mas, porém, principalmente,
    Na razão que nisso encerra
    Sem a divisão da terra
    E, também, justa da renda
    Não teremos nunca a prenda
    De ver o fim dessa guerra.

    Não adianta só aparatos
    De modernos armamentos
    Pra por fim a assassinatos,
    Tornar menos violentos.
    Nem só os procedimentos
    Momentâneos, por demais,
    Do povo clamando paz…
    Mas, o que seja atuante
    A cobrar do governante
    Uma ação, sempre, eficaz.

    A questão do banditismo
    Não irá ter um final
    Conotadas no simplismo
    De uma ação policial.
    Ela é excepcional.
    Exige mais decisão,
    Sensatez, reflexão.
    Envolve a ideologia
    Política, a economia
    E o apoio da educação.

    Requer conscientização
    Sobre o sistema perverso
    Que tem na exploração
    Um motor desse universo.
    Sendo com força ele egresso
    Dos modelos desiguais
    Dificulta por demais
    A implantação realista
    De um mundo socialista
    De liberdade e de paz.

    Vamos todos nos unir,
    Pois, é esta a solução,
    Pra podermos imprimir,
    Com total disposição
    No que requer a nação,
    Toda medida eficaz
    Que de cara, então, nos traz,
    Pelo menos no momento
    Mais força, congraçamento,
    Uma esperança de paz.

    Chega de paliativo
    Pois, não mais se recomenda…
    Um ataque mais ofensivo
    Deve haver nessa contenda
    Que é distribuir a renda
    E a terra em níveis iguais
    Sem os danos ambientais
    Pra que todos, sem recear,
    Livres, possam trabalhar,
    Sorrir e viver em paz!

    • Oi Medeiros,

      Agradecemos pelo seu Cordel da Paz e o Cordel da Ecologia.

      Super bom ver que vc usa o seu dom a favor do meio ambiente.

      Sugerimos que vc publique regularmente e que tambek fale um pouco mais de vc e do teu trabalho na secao do SEU ESPACO.
      Gratuito, como as melhores coisas da vida.

      A intencao das Paginas Verdes eh criar um mundo melhor a partir das melhores atitudes diarias entre comunidades e gente como a gente.

      PÁGINAS VERDES.ORG
      follow me: http://twitter.com/paginasverdes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: